Última atualização em 05/06/2025
A segurança digital tornou-se um dos principais desafios estratégicos para organizações de todos os portes e setores. Com o avanço de tecnologias como inteligência artificial generativa, computação em nuvem e dispositivos conectados, a superfície de ataque cibernético expandiu-se significativamente, exigindo das empresas uma postura proativa e resiliente frente às ameaças digitais
A Pesquisa Global Digital Trust Insights 2025 da PwC, que entrevistou mais de 4.000 executivos de negócios e tecnologia em 77 países, incluindo o Brasil, revela dados preocupantes sobre o estado atual da cibersegurança corporativa.
Apenas 2% das organizações implementaram ações de resiliência cibernética em todas as áreas avaliadas, enquanto menos da metade dos executivos afirmam medir os riscos cibernéticos de forma eficaz. No Brasil, um terço das empresas enfrentaram perdas de pelo menos US$ 1 milhão devido a ciberataques nos últimos três anos, refletindo o impacto financeiro significativo dessas ameaças. Esses dados mostram que a segurança digital não é apenas uma necessidade, mas uma condição essencial para garantir a confiança, a privacidade e a estabilidade em um mundo virtual em constante evolução.
Neste texto, nós iremos nos aprofundar no tema segurança digital onde apresentaremos desde o conceito, pilares e as principais estratégias que podem ser adotadas pelas empresas. Então, siga a leitura!
- O que é segurança digital?
- Quais são os pilares da segurança digital?
- Qual a importância da segurança digital para as empresas?
- Principais ameaças à segurança digital de uma empresa
- Erros comuns que deixam sua empresa vulnerável a ataques
- Quais estratégias adotar para melhorar a segurança digital de uma empresa?
- Como a Consultoria de Segurança da informação e GRC da Euax by Selbetti pode ajudar?
O que é segurança digital?
A segurança digital é o conjunto de práticas, tecnologias e políticas destinadas a proteger informações, sistemas e redes contra ameaças cibernéticas. No âmbito pessoal, envolve a salvaguarda de dados sensíveis, como senhas, informações financeiras e documentos pessoais, contra acesso não autorizado.
Empresas e organizações, por sua vez, implementam medidas de segurança digital, tais como a gestão integrada de riscos (Integrated Risk Management) para proteger ativos críticos, garantir a continuidade dos negócios e preservar a confiança de clientes e parceiros.
A evolução constante das tecnologias digitais trouxe consigo uma ampla gama de ameaças, desde malware sofisticado até ataques de phishing enganosos. A segurança digital, portanto, não se limita apenas à prevenção de acessos não autorizados, por meio da classificação da informação, mas também engloba a detecção e resposta rápida a incidentes de segurança da informação.
A implementação de firewalls, antivírus, criptografia, autenticação multifatorial e outras medidas torna-se essencial para criar camadas de defesa robustas para proteger os sites e os dados das empresas contra ameaças cada vez mais complexas.
Além disso, a segurança digital vai além do âmbito individual e empresarial, alcançando instituições governamentais e infraestruturas críticas. A interconexão global exige uma abordagem colaborativa na proteção contra ciberataques, destacando a importância de padrões de segurança, regulamentações e cooperação internacional para mitigar riscos e fortalecer a resiliência cibernética em escala global.

Quais são os pilares da segurança digital?
Os pilares da segurança digital são os fundamentos que sustentam a proteção eficaz das informações e dos sistemas nas organizações. Os principais pilares incluem confidencialidade, integridade, disponibilidade, autenticidade e não repúdio.
Confidencialidade
A confidencialidade é o princípio que visa garantir que as informações sejam acessadas apenas por indivíduos, sistemas ou processos devidamente autorizados. Trata-se da proteção contra o vazamento de dados sensíveis, como informações pessoais, estratégicas ou financeiras.
Para preservar esse pilar, são utilizados mecanismos como criptografia, controle de acesso, autenticação de usuários e segmentação de redes.
Integridade
A integridade garante que as informações permaneçam completas, precisas e inalteradas desde sua origem até seu destino. Esse pilar protege os dados contra modificações não autorizadas, sejam elas acidentais ou maliciosas.
A perda de integridade pode comprometer a tomada de decisões, já que as informações corrompidas podem induzir a erros críticos. Para assegurar a integridade, são aplicadas técnicas como algoritmos de hash, assinaturas digitais, trilhas de auditoria e mecanismos de verificação de integridade de arquivos e bancos de dados.
Em ambientes corporativos, a integridade é especialmente importante em processos automatizados e transações financeiras, onde qualquer alteração indevida pode representar sérios riscos.
3. Disponibilidade
A disponibilidade refere-se à garantia de que os sistemas, serviços e informações estejam acessíveis e funcionais sempre que forem necessários.
Esse pilar é essencial para a continuidade dos negócios e a prestação de serviços aos clientes. Falhas em disponibilidade podem ser causadas por ataques cibernéticos, como DDoS (negação de serviço distribuída), falhas técnicas, desastres naturais ou erros humanos.
Para manter a alta disponibilidade, é necessário investir em infraestrutura redundante, planos de resposta a incidentes, backups frequentes, manutenção preventiva e monitoramento proativo e contínuo dos sistemas.
Autenticidade
A autenticidade assegura que os usuários, dispositivos ou fontes de informação sejam realmente quem ou o que afirmam ser. Esse pilar é fundamental para evitar fraudes, acessos não autorizados e o uso indevido de identidades.
Métodos comuns para garantir autenticidade incluem autenticação multifator (MFA), certificados digitais, tokens de segurança e sistemas biométricos.
No ambiente digital atual, onde as interações e transações ocorrem em grande parte remotamente, a validação da identidade se tornou ainda mais importante.
Não repúdio
O não repúdio é o princípio que impede que um indivíduo negue ter realizado uma ação ou transação após ela ter ocorrido. Ele garante a rastreabilidade e a responsabilização, fornecendo provas de autoria e entrega de informações.
Esse pilar é essencial em transações financeiras, assinaturas digitais e trocas contratuais eletrônicas. Técnicas como logs de sistema, registros digitais, carimbos de tempo e assinaturas digitais são utilizadas para assegurar o não repúdio.
Com isso, as organizações conseguem mitigar fraudes, resolver disputas e comprovar a validade de ações realizadas em seus sistemas.
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Qual a importância da segurança digital para as empresas?
A segurança digital é um pilar fundamental para a prosperidade e a continuidade das empresas na era digital. A crescente dependência de tecnologias da informação e comunicação para operações comerciais expõe organizações a um leque diversificado de ameaças cibernéticas, desde ataques de ransomware até violações de dados.
A perda ou comprometimento de informações sensíveis pode resultar não apenas em danos financeiros significativos, mas também em danos à reputação da empresa, afetando a confiança dos clientes e parceiros de negócios. Além disso, as empresas muitas vezes mantêm vastos volumes de dados críticos, incluindo propriedade intelectual, estratégias de negócios e informações confidenciais do cliente.
A segurança digital tem um papel de destaque na proteção desses ativos valiosos, garantindo que apenas indivíduos autorizados tenham acesso a informações estratégicas. Isso não apenas resguarda a competitividade da empresa, mas também assegura a conformidade com regulamentações de privacidade e proteção de dados, que têm se tornado cada vez mais rigorosas em muitas jurisdições.
Empresas que demonstram um compromisso robusto com a segurança cibernética podem conquistar a confiança do mercado, construindo relacionamentos duradouros com clientes e parceiros de negócios. Portanto, a segurança digital não é apenas uma medida de proteção, mas uma estratégia essencial para impulsionar o crescimento, a inovação e a resiliência das empresas no cenário digital contemporâneo.
Principais ameaças à segurança digital de uma empresa
1. Ataques de Pishing
Os ataques de phishing continuam a ser uma das ameaças mais prevalentes. Normalmente disfarçados como comunicações legítimas, como e-mails de colegas de trabalho ou serviços confiáveis, os phishing tentam enganar os usuários a revelarem informações sensíveis. Educação contínua e a implementação de filtros de e-mail eficazes são essenciais para conter esse tipo de ameaça.
2. Malware
Malwares, incluindo vírus, trojans e ransomware, representam uma ameaça significativa. Vírus e trojans podem comprometer a integridade dos sistemas, enquanto o ransomware pode criptografar dados, exigindo pagamento para a sua liberação. Antivírus atualizado, firewalls robustos e práticas de backup regulares são cruciais para proteger contra esses ataques.
3. Ataques DDoS
Os ataques de Negação de Serviço (DDoS) representam uma forma de ameaça digital em que os sistemas de uma empresa são sobrecarregados com um volume massivo de tráfego, tornando os serviços inacessíveis para usuários legítimos. Esse tipo de ataque busca explorar a limitação de recursos, como largura de banda, capacidade de processamento e conexões simultâneas, levando a uma interrupção dos serviços online da organização.
Principais Características dos Ataques DDoS:
- Volume Massivo de Tráfego;
- Distribuição Geográfica;
- Diversidade de Protocolos e Volumes;
- Ataques de Amplificação.
4. Vulnerabilidade de softwares e sistemas
As vulnerabilidades de software e sistemas representam uma das principais ameaças à segurança digital das empresas. Essas vulnerabilidades podem ser exploradas por atacantes para comprometer a integridade, confidencialidade ou disponibilidade dos dados e serviços da organização. Com a evolução constante da tecnologia, é crucial que as empresas estejam atentas a essas vulnerabilidades e adotem medidas proativas para mitigar riscos.
Softwares desatualizados ou não corrigidos são pontos vulneráveis. Manter sistemas e aplicativos atualizados, bem como implementar uma política eficaz de gerenciamento de vulnerabilidades, é fundamental para reduzir a superfície de ataque.
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Erros comuns que deixam sua empresa vulnerável a ataques
Existem vários erros comuns que as empresas cometem, tornando-se vulneráveis a ataques cibernéticos. Confira alguns dos mais frequentes:
1. Falta de atualizações de software
Não manter os sistemas e software atualizados é uma falha comum que deixa as empresas vulneráveis. Atualizações e patches muitas vezes corrigem vulnerabilidades conhecidas exploradas por hackers. Sistemas desatualizados são alvos fáceis para ataques, como malware e ransomware. Estabelecer um processo de gestão de patches é crucial para garantir que todos os sistemas estejam protegidos contra as últimas ameaças.
2. Ignorar processos de segurança cibernética
Ignorar processos de segurança cibernética é um erro fundamental que pode expor uma empresa a uma série de ameaças. Isso porque, sem processos de segurança cibernética robustos, as empresas podem falhar na implementação de medidas básicas para proteger seus sistemas.
Além disso, a ausência de processos estruturados para lidar com incidentes de segurança pode resultar em respostas lentas e ineficazes. Quando uma violação ocorre, é crucial ter um plano de resposta a incidentes para minimizar o impacto e recuperar-se rapidamente.
3. Falta de conscientização sobre segurança
Funcionários mal informados são frequentemente o elo mais fraco na segurança cibernética. Se eles não reconhecem ameaças como phishing, podem inadvertidamente abrir portas para ataques. Programas regulares de treinamento em segurança cibernética ajudam a conscientizar os funcionários sobre práticas seguras online, identificação de ameaças e a importância de relatar atividades suspeitas.
Quais estratégias adotar para melhorar a segurança digital de uma empresa?
Melhorar a segurança digital do seu negócio envolve a implementação de medidas abrangentes que abordem três vertentes fundamentais:

Veja alguns passos importantes que você pode seguir:
1. Tecnologia: conheça as vulnerabilidades
O conhecimento profundo sobre tecnologia não se resume apenas a utilizar dispositivos ou aplicativos, mas também a compreender as ameaças que podem comprometer a segurança e a privacidade. Nesse contexto, as vulnerabilidades dos ativos tecnológicos referem-se às fraquezas e falhas que podem ser exploradas por indivíduos mal-intencionados, como hackers ou cibercriminosos.
A conscientização sobre essas vulnerabilidades é essencial por várias razões. Primeiramente, ela permite que os usuários tomem medidas proativas para proteger suas informações pessoais e profissionais. Ao entender como os hackers operam e quais são as possíveis brechas de segurança, as pessoas podem adotar práticas mais seguras, como a criação de senhas robustas, a ativação da autenticação de dois fatores e a atualização regular de software.
Além disso, o conhecimento sobre vulnerabilidades tecnológicas é essencial para profissionais de segurança da informação. Empresas e organizações devem investir na formação de suas equipes para identificar e mitigar riscos cibernéticos. A rápida evolução das ameaças digitais exige uma compreensão contínua e aprofundada das vulnerabilidades mais recentes, garantindo a segurança dos dados sensíveis e a continuidade dos negócios.
2. Procedimentos: invista em segurança da informação
Investir em segurança da informação e cibersegurança é uma prática essencial para garantir a proteção dos dados e informações sensíveis em qualquer organização. Esse processo envolve uma abordagem abrangente que atinge várias áreas.
Uma etapa fundamental é a avaliação de riscos de segurança da informação, que permite identificar possíveis ameaças e entender a sensibilidade dos dados. Com base nessa avaliação, é possível desenvolver políticas de segurança claras, que devem ser comunicadas e compreendidas por todos os membros da organização.
3. Pessoas: Treinamento e Conscientização
Treinamento e conscientização dos funcionários é uma das principais formas de construir de uma cultura organizacional voltada para a segurança. Esse processo vai além da simples implementação de políticas; trata-se de capacitar os membros da equipe para compreenderem os riscos associados à manipulação de informações sensíveis e adotarem práticas seguras no seu cotidiano.
O treinamento deve começar com a conscientização sobre a importância dos dados e informações da organização. Os funcionários precisam compreender não apenas o valor dos dados para a empresa, mas também as possíveis consequências de um vazamento ou acesso não autorizado. Essa compreensão é fundamental para motivar a adesão às práticas de segurança.
Além disso, os programas de treinamento devem abordar especificamente as ameaças atuais, como ataques de phishing, engenharia social e malware. Os funcionários devem ser capazes de reconhecer e relatar atividades suspeitas, contribuindo para uma linha de defesa adicional contra potenciais violações de segurança.
Outro aspecto importante é orientar os colaboradores sobre as políticas específicas de segurança da informação da organização. Isso inclui diretrizes para criação de senhas robustas, restrições de acesso, uso de dispositivos pessoais e práticas seguras de comunicação. O treinamento também deve ser contínuo, acompanhando as mudanças nas ameaças de segurança e atualizando os funcionários sobre novas práticas e políticas.
A segurança digital não constitui um projeto isolado e sim é um compromisso contínuo que demanda atenção constante e atualizações frequentes. Ao tomar medidas imediatas e planejar ações de longo prazo, você estará estabelecendo uma base robusta para proteger sua empresa contra ameaças cibernéticas.
Como a Consultoria de Segurança da informação e GRC da Euax by Selbetti pode ajudar?
A consultoria de GRC (Governança, Risco e Compliance), SI (Segurança da Informação) e cibersegurança da Euax by Selbetti auxilia na segurança digital das empresas através da avaliação do nível de maturidade em relação à segurança da informação, cibersegurança e GRC, utilizando frameworks internacionais.
A consultoria também ajuda na implementação de planos de ação e melhorias, além de auxiliar na implementação de GAPs identificados e oferece serviços como a elaboração de Planos de Continuidade de Negócios (PCN), que envolvem o desenvolvimento de estratégias, processos e documentação para garantir a continuidade das operações em caso de eventos disruptivos
Assim, as empresas conseguem reduzir riscos operacionais, atender exigências regulatórias como a LGPD e proteger seus ativos digitais com mais eficiência e inteligência.
Entre em contato com a Euax agora mesmo e saiba como podemos ajudar a proteger a sua empresa!

Formado em economia pela FAAP e pós-graduado no ITA em Ciência da Computação. Possui uma carreira desenvolvida em empresas de serviços, instituições financeiras, indústrias e consultorias de negócios e de TI.



